Lúcio Rodrigues
Juiz de Fora/MG
Desenhista, pintor, cenógrafo.

A contemporaneidade do seu trabalho está na fusão da arte moderna com elementos da cultura de massa. Figurativismo, cubismo, expressionismo, influências de HQ, silk scream e grafite ocupam o mesmo espaço. Pode ser um muro, uma parede, um cenário ou uma tela.

Desconstrução de figuras, em cores fortes, vivas e delimitadas por traços pretos.
A técnica é híbrida. Acrílica, tinta de tecido, colagem, esferográfica, retroprogetora, sobre telas, eucatex, chapas de metal e até mesmo tampas de scanner. Enfim, usa como suporte tudo que está disponível à sua frente.
A temática aborda desde o seu cotidiano à realidade social. A urbe, produtos de consumo, ícones religiosos, mulheres, comportamento e conflitos.

A trajetória de Lúcio é marcada pela prática compulsiva da arte. Começa a desenhar quando criança e, na adolescência, a brincadeira passa a ser fonte de renda. Daí por diante, tem contato com várias técnicas ligadas à publicidade, desde a criação à arte-final. Monta um estúdio na zona norte de Juiz de Fora, onde desenvolve trabalhos comerciais como pintura de letreiros, cartazes, faixas e camisas. Todas as atividades, ao mesmo tempo, serviram para financiar a sua potencialidade criativa.
Dedica-se tanto ao trabalho comercial quanto ao estudo da arte, através da literatura. A partir de 88, pinta cenários para escolas de balé. No final da década de 90, participa de coletivas e, daí por diante, entra no panorama artístico local.
A primeira individual acontece em 1997, inicia em Sorocaba, percorre várias cidades do interior de São Paulo e encerra no Sindicato dos Bancários, no Edifício Martinelli. “Interpretações da Libido”, na Reitoria da Universidade Federal de Juiz de Fora, em 2002, movimenta a cidade pelo tema e telas picantes. Censurada para menores de idade, causa polêmica, repercussão e alcança um grande público.

Hoje, continua com o trabalho artístico e comercial principalmente, tatuagens e grafites. Ao mesmo tempo, aperfeiçoa a sua expressão. Para ele, tudo e qualquer lugar vira arte.